“A terceira margem do Rio” é um dos contos do livro Primeiras estórias de , João Guimarães Rosa. Não deixem de ler pois pode-se definir essa grande obra como uma narrativa de mistério. Tudo é obscuro na trajetória do homen que decide viver como bicho em cima de uma canoa navegando em um rio. A comparação com a vida humana é inevitável. O pai resolve construir a terceira margem , a margem que não existe , a margem da fuga da realidade , da insanidade. O filho escolhe o contato direto com a realidade a margem do rio em que o pai perdeu a sanidade. Os rios e as margens são figuras constantes na obra de Guimarães Rosa. O conto, afinal fala sobre como estamos tão preenchidos de margens, destinos e indagações que , por vezes, não percebemos a travessia desse rio chamado vida.
Quem me sugeriu esta obra magnífica foi meu professor de Teatro , meu Mestre Daniel Herz . Até então nunca tinha lido nada sobre Franz Kafka. Este livro fez com que eu me tornasse fã desse grande autor. E hoje, posso dizer com muito orgulho que já li quase todas as suas obras. Pra quem gosta de ler, aí vai uma boa dica. Carta ao Pai , é uma carta que o Kafka escreveu para seu pai, Hermann Kafka , e jamais o enviou. No livro ele narra todo o ressentimento, uma mistura de dor e raiva que ele sentia pelo pai. Simplesmente emocionante …. Eu recomendo !!!!
- Manoel ,
Quanto tempo !!!! Que bom saber que vc acompanha meus trabalhos , fico feliz!!!! Lembro de vc da escola..nooooooooossssssaaaaaa, a gente aprontava ,né ???
Boa sorte no seu programa !!!
beijos e mais beijos
Carol
- Patricia,
Adoro os seus comentários !!! Dá pra ver pela sensibilidade e inteligência das suas palavras ,que vc é do clube dos livros !!!
Vamos trocar muitas figurinhas por aí !!!
Adorei...
bjaum!!!!!
Carol
- Obrigada pela dica!
Pelo título me lembrei da carta de Caio Fernando Abreu...adoro o modo como eles descasca os sentimentos...é triste e pesado, mas como nos faz pensar......me identifico em muitos parágrafos...aí vai:
"sp, 12 ago 1987
Querida mãe, querido pai,
Não sei mais conviver com as pessoas. Tenho medo de uma casa cheia de pais e mães e irmãos e sobrinhos e cunhados e cunhadas. Tenho vivido tão só durante tantos – quase 40 – anos. Devo estar acostumado.
Dormir 24 horas foi a maneira mais delicada que encontrei de não perturbar o equilíbrio de vocês – que é muito delicado. E também de não perturbar o meu próprio equilíbrio – que é tão ou mais delicado.
Estou me transformando aos poucos num ser humano meio viciado em solidão. E que só sabe escrever. Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como "eu gosto de você". Gosto de mim. Acho que é o destino dos escritores. E tenho pensado que, mais do que qualquer outra coisa, sou um escritor. Uma pessoa que escreve sobre a vida – como quem olha de uma janela – mas não consegue vivê-la.
Amo vocês como quem escreve para uma ficção: sem conseguir dizer nem mostrar isso. O que sobra é o áspero do gesto, a secura da palavra. Por trás disso, há muito amor. Amor louco – todas as pessoas são loucas, inclusive nós; amor encabulado – nós, da fronteira com a Argentina, somos especialmente encabulados. Mas amor de verdade. Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão. Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É muito difícil ficar adulto.
Amo vocês, seu filho,
Caio"
e como é difícil ficar adulto.....
- AMORE !!!!!
TA LINDO O BLOG, SEMPRE LEIO...
PARABÉNS !!!!!
BJOSSSSSS !!!!!
- OI CAROLZINHA TUDO BOM?
SEU BLOG ESTÁ EXELENTE...
O QUE TENHO PRA DIZER É UMA FRASE LINDA EM QUE INVENTEI...
´´ NAS PROEZAS DO DESTINO O AMOR SUPERA BARREIRAS E FRONTEIRAS´´...
FORTE BEIJO EM VC.
Que o Bukowski é sensasional eu já sabia….depois de ter lido quase todos seus livros ,posso dizerque Numa Fria que acabo de ler é o meu favorito.Ele reune 24 contos muito engraçados e claro bizzaros vividos por Henry Chinasky e outros personagens do submundo americano.Para quem gosta de ler,eu recomendo!Muito Bom!!!!